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Ensino e aprendizagem: qual a influência das redes sociais neste processo?

As redes sociais, meios de comunicação mais populares da atualidade, são consideradas como uma das grandes responsáveis pelas distrações dos alunos. Há quem questione a eficácia do ambiente virtual enquanto ferramenta para incentivo intelectual. Assim, seria possível adequar esse agente comunicador ao processo de ensino e aprendizagem?  Como a escola, de modo geral, poderia se apropriar desse meio para envolver seus alunos em situações que contribuíssem efetivamente para o avanço acadêmico deles?

Neste texto, convido‐os para uma  reflexão e uma releitura de nossa metodologia quanto à interpretação e uso das redes sociais no processo de ensino e aprendizagem. Vamos lá?

As mídias sociais

Embora não faltem teorias e estudos que apoiem o trabalho conjunto entre mídia e escola, muitas instituições de ensino ainda não sabem como lidar com os meios de comunicação e as redes sociais como Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, WhatsApp, ou blogs em geral. Essas redes exercem uma influência significativa na vida de seus usuários, seja em tendências de moda, escolha profissional, estilo de vida ou, até mesmo, posicionamento frente a questões polêmicas como religião, política e opção sexual.  

Na realidade, essas mídias de interação social oferecem uma série de oportunidades de aprendizado aos estudantes. Em um mundo onde as conexões são tão importantes, é primordial a vivência em tecnologias educacionais, visto que os alunos estão inseridos em uma atmosfera massivamente tecnológica.  Assim, em qualquer atividade em que ouse inovar, o professor deve se programar e dispor de tempo para alcançar o resultado almejado.

Como aproveitar as tecnologias com seus alunos no processo de ensino e aprendizagem?

Acompanhe algumas sugestões de como tirar proveito do ambiente tecnológico já tão experimentado pelos alunos.

1- Promova discussões em rede

Alunos mais tímidos encontram alento nas páginas da internet. Proponha a eles um assunto baseado em notícias de seu cotidiano, convidando‐os a se manifestarem. Assim, poderão desenvolver o senso crítico e manter a conexão com aspectos da atualidade pontuados pelas redes sociais. A escolha do tema a ser debatido é muito importante. Procure promover debates de forma a não perder o controle da situação, ainda que não haja uma posição final para o assunto proposto. Evite que conjecturas venham a ser entendidas como uma ideia definitiva acerca de um determinado tema.  

2- Estabeleça as regras do jogo

Assim como em sala de aula, a organização e a definição dos limites são indispensáveis para um bom relacionamento entre os envolvidos. Por isso é preciso determinar critérios de conduta, a fim de que se evitem a vulgaridade e a obscenidade nos comentários. Deixe claro aos alunos como funcionará cada etapa da programação e seja firme quanto ao cumprimento e respeito aos acordos realizados. É comum que eles gastem parte da aula acessando o feed de notícias do Facebook ou conversando com amigos pelo WhatsApp, contabilizando muito tempo de distração.

Por isso, é essencial conversar com a classe para criar regras sobre o uso da internet, a fim de que se possa tirar maior proveito possível do recurso. A ideia é que ela se constitua em uma aliada para o processo de ensino e  aprendizagem.

3- Organize eventos por meio de um calendário

A organização é tudo. Elaborar um cronograma com as atividades a serem realizadas ao longo do bimestre, com avisos recorrentes, pode ser um grande  trunfo para um bom aprendizado. Muitos aplicativos já trazem lembretes de aniversários e datas comemorativas. Logo, trata‐se de algo com que os alunos já convivem diariamente.  

4- Interaja durante as aulas

Mencione aquilo que está sendo abordado nos momentos extraclasse, durante as aulas. Para os alunos, é muito importante que haja sintonia entre os ambientes nos quais está inserido. Procure envolvê‐los de tal forma que o momento de estudo seja prazeroso. Um cuidado importante é não excluir alunos que, por algum motivo, não tenham acesso às redes sociais.  Assim como pode facilitar a comunicação entre professores e alunos, quando mal administrado, o meio virtual pode causar afastamento e resistência daqueles que não estão envolvidos. Por isso, procure estender para a sala tudo aquilo que é abordado de modo online.

5- Utilize seu horário de atendimento para sanar dúvidas e trocar ideias com os alunos

Em inúmeras situações, os alunos sentem‐se constrangidos em levantar algum tipo de questionamento em sala, preferindo buscar o auxílio do professor em particular. Por isso, encontre momentos para que eles possam se comunicar com você. A criação de um chat pode ser uma boa opção. Organize uma agenda e defina os horários e os dias para que os alunos possam se conectar. Assim, eles terão tempo de organizar suas dúvidas e encaminhá‐las para possíveis esclarecimentos. O professor também pode separar um momento para alimentar um blog ou sugerir a leitura de alguma notícia que venha enriquecer a vida acadêmica dos alunos.

6- Separe a vida pessoal e profissional

Pode‐se dizer que o professor é uma figura pública, assim, devem‐se tomar algumas precauções com relação a toda e qualquer exposição. Uma boa maneira de se proteger é criando diferentes perfis de acesso. Utilize um dos perfis para a sua vida pessoal, no qual serão postadas fotos particulares, informações sobre viagens realizadas, questões envolvendo familiares e conteúdos de interesse pessoal, e outro perfil para uso profissional. Evite fazer postagens que possam ferir sua imagem como professor. É de suma importância separar o “ator” de seu “personagem”. Se preferir, pode‐se utilizar um nome que o retrate como docente. Por exemplo: “Professor Léo” como o perfil de professor e “Leonardo Silva” como perfil pessoal.

Conclusão

Muito mais do que despertar a curiosidade e ampliar a interação entre professores e alunos, as redes sociais, quando utilizadas de maneira correta, oferecem um melhor aproveitamento do tempo e permitem aos alunos uma vivência prática daquilo que é trabalhado em sala de aula. O maior desafio é termos coragem de adentrar ao mundo conhecido por nossos alunos. Descortinar o conhecimento é necessário e requer investimento de nosso tempo, assim como a transposição de obstáculos. Como disse Paulo Freire:

“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa”.

E você, já utilizou as mídias sociais no processo de ensino e aprendizagem? Comente aqui em baixo como você ou sua escola trabalha a tecnologia com seus alunos!

Autor: Dioney Ferreira de Lima 

Assessor Pedagógico do SAE DIGITAL

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Daniel Horta

Mineiro, apaixonado por pão de queijo e colaborador na missão de transformar a educação por meio da tecnologia.

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